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sexta-feira, 26 de março de 2021

Ler sempre. Ler em qualquer lugar: a nossa comunidade (1)

 Esta é a proposta de um poema cantado oferecida pelo encarregado de educação Osvaldo Gonçalves à comunidade educativa do nosso Agrupamento.



quarta-feira, 17 de março de 2021

Semana da leitura 2021: sugestão de leitura


 

Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (9)

A aluna Leonor Dias do 1.º Ciclo decidiu ler-nos a história «De que cor é um beijinho?» da autoria de Rocío Bonilla. Esperamos que gostem!



Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (8)

 «Planeta azul» foi o poema de Luísa Ducla Soares que o aluno Francisco Palma do 1.º Ciclo escolheu para nos ler na Semana da Leitura.



Ler sempre. Ler em qualquer lugar

O professor Daniel Nunes apresenta-nos o poema «Viagem» de Miguel Torga:

 

Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (7)

O aluno Salvador Pereira Pires do 2.º ano da Escola Básica Integrada de Alcoutim leu o poema «Estrela» de João Pedro Mésseder.



Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (6)

O aluno Duarte Rodrigues do 1.º Ciclo oferece-nos o poema «Formiguinha Descalça» de Matilde Rosa Araújo.

Formiguinha descalça

Uma

formiguinha

Na terra amarela

Um dia perdeu

A sua chinela


E a formiguinha

Da cor do café

Andava coxinha

A doer-lhe o pé


Ai! Minha chinela

Minha chinelinha

Dói-me tanto o pé

Assim descalcinha...


Como encontrar

Na terra amarela

Aquele niquinho

Da minha chinela?


E se vem a noite

E não posso andar...?

Quem é meu amigo

Me pode ajudar?


Formiguinha escura

Da cor do café:

Qual é a medida

Que calça o teu pé?

segunda-feira, 15 de março de 2021

Ler sempre. Ler em qualquer lugar (5)

 Eis a leitura do poema «Nirvana» de Antero de Quental por um membro da comunidade escolar do nosso Agrupamento. De quem se trata?

Podes ouvir aqui a leitura: Poema Nirvana de Antero de Quental.

Nirvana

Viver assim: sem ciúmes, sem saudades,

Sem amor, sem anseios, sem carinhos,

Livre de angústias e felicidades,

Deixando pelo chão rosas e espinhos;


Poder viver em todas as idades;

Poder andar por todos os caminhos;

Indiferente ao bem e às falsidades,

Confundindo chacais e passarinhos;


Passear pela terra, e achar tristonho

Tudo que em torno se vê, nela espalhado;

A vida olhar como através de um sonho;


Chegar onde eu cheguei, subir à altura

Onde agora me encontro - é ter chegado

Aos extremos da Paz e da Ventura!

Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (4)

O aluno Henrique Pinheiro do 8.ºano escolheu o poema «Na Praia lá da Boa Nova» de António Nobre.

Podes ouvir o poema Na Praia lá da Boa Nova aqui.


Na Praia lá da Boa Nova

Na praia lá da Boa Nova, um dia,

Edifiquei (foi esse o grande mal)

Alto Castelo, o que é a fantasia,

Todo de lápis-lazúli e coral!

Naquelas redondezas não havia

Quem se gabasse dum domínio igual:

Oh Castelo tão alto! parecia

O território dum Senhor feudal!


Um dia (não sei quando, nem sei donde)

Um vento seco de deserto e spleen

Deitou por terra, ao pó que tudo esconde,


O meu condado, o meu condado, sim!

Porque eu já fui um poderoso Conde,

Naquela idade em que se é conde assim…


sexta-feira, 12 de março de 2021

Ler sempre. Ler em qualquer em lugar: os alunos-leitores (3)

A aluna Margarida Palma do 5.º ano procedeu à leitura deste poema da escritora Luísa Ducla Soares, incluído na obra Poemas da Mentira e da Verdade:

Rei, capitão 

soldado, ladrão 

menina bonita 

do meu coração.

Não quero ter coroa, 

nem arma na mão, 

nem fazer assaltos 

com um facalhão.

Quero ser criança, 

quero ser feliz, 

não quero nas lutas 

partir o nariz.

Quero ter amigos 

jogar futebol, 

descobrir o mundo 

debaixo do sol.

Rei, capitão,

soldado, ladrão,

não.

Mas quero a menina 

do meu coração.


Podes ouvir a leitura de Rei Capitão Soldado Ladrão de Luísa Ducla Soares clicando no link.



Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (2)

A aluna do 2.º Ciclo, Rita Martins, oferece-nos a leitura de um excerto de A cantora deitada da autoria do escritor Sandro William Junqueira.

Clica no título da obra e ouve o excerto da obra lido:

A cantora deitada

quinta-feira, 11 de março de 2021

Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (1)

 

A aluna Alicia do 1.º Ciclo apresenta uma leitura da obra As aventuras dos gémeos pinheiro-bravo da autoria de Cressida Cowell.
Clica no título do livro para ouvires o excerto da obra lido por uma aluna do 1.º Ciclo do nosso Agrupamento:
As aventuras dos gémeos Pinheiro-Bravo

Ler sempre. Ler em qualquer lugar (4)

A leitura que hoje apresentamos é «A mancha preta», uma narrativa breve do escritor italiano Tonino Guerra (1920-2012).

Clica no título do texto a azul e ouve a gravação:

A mancha preta de Tonino Guerra


A mancha preta

Os mineiros de carvão tinham feito uma cabana que lhes servia de igreja. Pilhas de lenha formavam as paredes e cobria tudo um telheiro de ramadas.

O padre vinha dizer miss no dia da Assunção e quase sempre estavam agachados lá dentro porque fora já chovia e a água fazia tremer as folhas do bosque.

No mês de outubro de mil novecentos e cinquenta, uma noite um raio atingiu em cheio a igraja queimando tudo.

Agora a gente do vale vem cá acima rezar ao pé da mancha preta de cinzas e, quando levanta os olhos, vê ali à frente por um momento a cabana em pé, e o raio ainda não caiu.


Quem é o leitor?

quarta-feira, 10 de março de 2021

Ler sempre. Ler em qualquer lugar (3)

Apresentamos hoje o terceiro contributo no âmbito da iniciativa «Ler sempre. Ler em qualquer lugar» para assinalar a Semana da Leitura 2021.

O nosso leitor escolheu o poema «Viagem» de Miguel Torga (1907-1995), publicado no 12. volume dos Diários deste escritor.

Desta vez, quem será o leitor? Clica aqui para ouvires o poema:

Viagem de Miguel Torga


Viagem

É o vento que me leva.

O vento lusitano.

É este sopro humano

Universal

Que enfuna a inquietação de Portugal.

É esta fúria de loucura mansa

Que tudo alcança

Sem alcançar.

Que vai de céu em céu,

De mar em mar,

Até nunca chegar.

E esta tentação de me encontrar

Mais rico de amargura

Nas pausas da ventura

De me procurar...



terça-feira, 9 de março de 2021

Ler sempre. Ler em qualquer lugar (2)

Eis o segundo contributo no âmbito da iniciativa «Ler sempre. Ler em qualquer lugar» para assinalar a Semana da Leitura 2021.

Trata-se do poema «Lágrima de preta» de António Gedeão (1906-1997).

Desta vez, quem será a leitora?

Pintura  «Negra com paisagem ao fundo» (1935) do pintor Genesco Murta (Minas Gerais, 1885 - 1967)

Óleo sobre tela, 58x48 cm


Clica aqui para ouvires o poema:

Lágrima de Preta de António Gedeão


Lágrima de preta

Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.


Recolhi a lágrima

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.


Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.


Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.


Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:


nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.


segunda-feira, 8 de março de 2021

Ler sempre. Ler em qualquer lugar (1)

Sob o lema «Ler sempre. Ler em qualquer lugar», o Agrupamento de Escolas de Alcoutim inicia a Semana da Leitura 2021 com o poema «Motivo» da autoria da poetisa brasileira Cecília Meireles, lido por uma professora do nosso Agrupamento. Quem é a leitora? Deixa a tua resposta na caixa de comentários no final deste post.


Clica aqui para ouvires o poema:

Motivo

Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.


Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

— não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

— mais nada.