sexta-feira, 17 de julho de 2020

Poema de um aluno do 7.º ano

No âmbito do Dia da Criança, os alunos do 7.º ano organizaram na disciplina de português um concurso de criação poética, tendo a turma selecionado a composição poética que consideraram a melhor.

As crianças em 2020

O dia mundial da criança
Iremos celebrar,
Cada um na sua casa
Para podermos festejar.

Agora todos confinadas,
Temos que ficar Isolados,
Para o vírus não se espalhar
E à escola poder regressar.

Na escola muito brincamos
Nos intervalos e nas horas livres,
No resto tempo estudamos
E assim somos felizes.

A nossa casa é o nosso lar,
É o nosso centro de calor,
A família é o pilar
Que nos enche de amor.

Todas as crianças merecem ter
Uma casa para viver,
E nela deve conter
Uma família para os aquecer.

Afonso Gonçalves, 7.º A

Curtas metragens

A professora Ana Rita Costa juntamente com as turmas do 3.º Ciclo criaram três curtas metragens sobre temáticas ambientais que foram selecionadas para a categoria de Melhor filme de Animação - 3º Ciclo do Ensino Básico do AÇÃO06! - Festival de Vídeo Escolar dos XX Encontros de Cinema de Viana.
O objetivo destas curtas metragens é alertar para as mudanças negativas que o nosso planeta sofre com as alterações climáticas e transmitir ideias sobre o modo como o podemos salvar.
Estas criações artísticas foram elaboradas com o recurso à técnica do stop motion, tendo os alunos produzido os cenários e as personagens com material reciclado.
Eis as três curtas:



#aLeR+ #umaescoladeleituras




Outra sugestão de leitura de verão

Eis a proposta de leitura apresentada pela aluna C.

#aLeR+ #umaescoladeleitura

domingo, 5 de julho de 2020

terça-feira, 30 de junho de 2020

Final do Ano letivo

A professora Ana André e os seus alunos do 1.º e 2.º ciclos prepararam um vídeo para assinalar o final do ano letivo. Esperamos que gostem.


#aLeR+ #umaescoladeleituras

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Entrevista



Museu do Ferreiro
Entrevista a Susete Romba, uma mulher com a iniciativa de abrir um núcleo museológico
Professora de português e explicadora foram alguns dos trabalhos ao longo da vida de Susete Romba. Residente no Pereiro e atualmente reformada, há uns anos atrás lutou pela criação do núcleo museológico do Museu do Ferreiro, situado na sua aldeia natal.


Tiago Mestre (entrevistador) - Boa tarde, sr.ª Suzete.
Susete Romba (entrevistada) - Boa tarde.
TM - Nós gostaríamos de lhe fazer uma pequena entrevista. É possível?
SR - Sim, é possível.
TM - Vamos então começar com as perguntas. Quanto tempo demorou o museu a ser construído?
SR - O museu demorou muito tempo, desde esta ideia ser concebida até ao início da construção, porque teve de se apresentar um projeto, no legado de Tavira, ou seja, no gabinete de apoio técnico de Tavira. Foi este gabinete que fez o projeto. Isto demorou mais ou menos oito anos até ao início da construção. Portanto, a construção propriamente dita demorou talvez um ano, talvez não tenha chegado a um ano, penso eu.
TM - Há quantos anos o museu foi inaugurado?
SR - O museu foi inaugurado a 8 de maio de 2011 que dá mais ou menos oito anos.
TM - Qual foi o incentivo de abrir o museu?
SR - Em primeiro lugar, eu queria dizer duas coisas. No lugar onde fica este núcleo museológico funcionou sempre a oficina do ferreiro, que foi o meu pai, que foi o último ferreiro. O meu pai trabalhou ali durante muitos anos, tenho muitas recordações desse tempo. Depois, aqui há uns anos atrás, ocorreu no Pereiro um curso de formação profissional com o nome de Artes do ferro. A partir desse curso, eu sugeri a ideia de se construir onde era antiga casa do ferreiro, que estava já em ruínas, um núcleo museológico sobre essa temática, que se construísse ali uma obra para mostrar às pessoas o que foi esta atividade, a atividade do ferreiro. Seria, portanto, um núcleo museológico. Eu e a doutora Vitória Casinello, ela que tinha dado aulas de história e eu de português a esse curso de formação profissional, fomos à Câmara Municipal de Alcoutim, marcámos uma reunião com o Presidente da Câmara e realmente essa ideia foi concretizada e foi construída ali a casa do ferreiro.
TM - Onde foram encontradas as peças do museu?
SR - As peças do museu já eu tinha quase tudo na minha posse, porque um tio meu, um tio materno, tinha uma pequena oficina. Ele também trabalhou aqui nesta oficina do Pereiro. Ele era irmão da minha mãe e ele tinha também uma pequena oficina na freguesia de Martim Longo, nos Castelhanos, e sempre me disse que iria deixar os objetos da oficina para mim, porque ele sabia que eu gostaria de abrir ainda um pequeno museu no Pereiro e ele disse-me: “Olha, se abrires um museu e eu cá já não esteja, tudo o que eu lá tenho na oficina é para o museu”. Portanto, eu guardei tudo para depois  pôr no museu e a maior parte dessas peças que ali estão eram do meu tio Manuel João.
TM - Quantos objetos tem a coleção do museu?
SR - Agora de momento não tenho a certeza, mas a maior parte das coisas que ali estão são as peças que o ferreiro utilizava no seu trabalho, desde o fole, o banco onde o ferreiro picava as foices, até aos tornos, as bancadas. Há ali uma bancada onde estão  peças que o ferreiro usava para o seu governo.
TM - Qual é a peça mais antiga do museu?
SR - A peça mais antiga que ali está creio que é a bigorna, porque aquela bigorna já pertenceu ao meu avô  paterno, que também era ferreiro, num monte do Baixo Alentejo no concelho de Mértola, onde o meu pai aprendeu o ofício com o pai dele e onde trabalhou ainda um tempo. Essa peça, que veio ali para o museu, deve ter mais de cem anos. A outra, que ali está e que também é antiga, é o fole que era aquilo que alimentava a forja que estava sempre acesa, que está logo à entrada, à direita. É uma peça muito antiga que foi restaurada assim como todos as outras peças que estão ali no museu. Portanto, a maioria que ali está eram desse meu tio Manuel João. A maioria daquelas que ali estão, foram restauradas numa empresa em Lisboa.
TM - Qual é a peça mais valiosa do museu?
SR - A peça mais valiosa do museu eu diria que são estas duas a bigorna pela sua antiguidade e o fole. Mas já agora, a propósito do que estamos aqui a dizer, eu, quanto à construção do museu, fiquei muito desiludida, porque, quando vi a obra já no fim, eu não vi a forja montada no museu. A forja era o elemento principal da oficina, porque a forja incluía o fole que tinha de estar lá colocado para o ajudante do ferreiro poder puxar uma corda que abria e fechava o fole que ia soprar a vala. Por um tempo fiquei com uma grande pena do elemento principal da oficina não ficar lá. A oficina não foi contemplada com esse elemento.
TM - Qual é a peça que mais gosta no museu?
SR - A peça de que mais gosto, das que lá estão é o fole. Gosto muito do fole.
TM - Museu tem muitos visitantes?
SR - Não tem tantos como nós gostaríamos, mas de vez em quando aparecem aí visitantes, ainda vamos tendo visitantes, estrangeiros, portugueses também do norte do país. Mas gostaríamos que viessem mais visitantes ainda, pelo menos alunos das escolas, porque em princípio se a forja tivesse sido construída, simulava-se ali o trabalho do ferreiro com a forja a trabalhar para os miúdos das escolas, para que os alunos pudessem ver como é que era o trabalho do ferreiro.
TM - A maioria dos visitantes tem opinião favorável sobre o museu?
SR - Têm, Têm sim, senhora. Sim!
TM - Obrigado pela sua disponibilidade, por ter cedido o nosso pedido!
SR - Olha, tive muito gosto em receber-vos aqui, quando precisarem de alguma coisa que eu possa e saiba responder ou qualquer outra coisa que precisarem, eu estarei disponível. Gostei muito!
TM - Obrigado! Uma boa tarde.
SR - Obrigado eu também, boa tarde.
Com esta entrevista a Susete Romba, ficámos a conhecer a história do museu, qual foi o incentivo para o abrir, donde vieram as peças expostas e quais  as mais valiosas.


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quarta-feira, 10 de junho de 2020

10 de junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

O dia 10 de junho é o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 
O caráter festivo desta data foi pela primeira vez assinalado em Portugal há 140 anos, em 1880, data do terceiro centenário da morte do poeta Luís Vaz de Camões, autor d' Os Lusíadas. 
Durante o Estado Novo, o 10 de junho era designado «Dia de Camões, de Portugal e da Raça». A partir de 1978, este dia passou a ser referido como «Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas», fazendo-se assim alusão às comunidades portuguesas dispersas por todo o mundo, resultantes tanto da expansão portuguesa pelo mundo ao longo de séculos em que o país teve um império colonial com possessões em vários continentes como  pela ação migratória de muitos portugueses que fugiram à miséria no seu país e procuraram noutras paragens uma melhor vida.

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Poema de Camões

ENDECHAS A ŨA CATIVA 
COM QUEM ANDAVA D’AMORES NA ÍNDIA 
CHAMADA BÁRBORA

Aquela cativa,
que me tem cativo,
porque nela vivo
já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
em suaves molhos,
que para meus olhos
fosse mais formosa.

Nem no campo flores,
nem no céu estrelas,
me parecem belas
como os meus amores.
Rosto singular,
olhos sossegados,
pretos e cansados,
mas não de matar.

Ũa graça viva,
que neles mora,
para ser senhora
de quem é cativa.
Pretos os cabelos,
onde o povo vão
perde opinião
que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
tão doce a figura,
que a neve lhe jura
que trocara a cor.
Leda mansidão
que o siso acompanha;
bem parece estranha,
mas bárbora não.

Presença serena
que a tormenta amansa;
nela enfim descansa
toda a minha pena.
Esta é a cativa
que me tem cativo,
e, pois nela vivo,
é força que viva.

Luís de Camões

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Retratos de Camões

Como grande figura da cultura portuguesa, Luís Vaz de Camões foi objeto de atenção por parte de outros artistas. Muitos escritores escreveram obras recuperando os temas tratados pelo autor d'Os Lusíadas nas suas obras, assim como baseando-se na sua vida atribulada. Também os pintores não esqueceram a importância desta figura ímpar e muitos são as obras pictóricas que retratam Camões.
Apresentamos quatro retratos do poeta criados em períodos artísticos diversos.

Fernão Gomes

Columbano

Almada Negreiros

Júlio Pomar

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terça-feira, 9 de junho de 2020

Oferta do Clube de Meditação

O Clube de Meditação, dinamizado pela professora Ana André, celebrou o Dia da Criança com a meditação «Nuvem e o Sol», do qual realizaram o vídeo que apresentamos. Nele participam as alunas Dina Palma, Iara Silva, Raquel Gato e Rita Martins.

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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Entrevista


Glorioso futsal português

Luís Conceição, treinador da seleção portuguesa feminina de futsal

Nesta entrevista  vamos conhecer melhor o treinador da seleção portuguesa feminina de futsal, Luís Conceição, de 43 anos, residente em Martin Longo.


Entrevistadora Ema Conceição (EC) – Qual a sua maior motivação?

Luís Conceição (LC) – Ao nível de desporto, a minha maior motivação é querer sempre fazer mais e melhor todos os dias. Alcançar resultados cada vez mais positivos e levar as nossas seleções ao topo do futsal europeu e mundial.

EC – Quantos prémios já ganhou?

LC – Já ganhei vários prémios individuais e coletivos. Individualmente, o maior destaque, e foi o último também, foi ass Quinas de Ouro da Federação com a distinção de melhor selecionador de futsal. Mas também teve impacto a nível local, regional e nacional o facto de ter sido nomeado também para melhor selecionador do mundo este ano. Foi também bastante positivo, fiquei em sexto lugar, mas o destaque a nível individual foram as Quinas de Ouro.

EC – Como descreve o sentimento que sentiu ao vencer os Jogos Olímpicos?

LC – Sentimento de alegria e orgulho naquilo que fazemos, que conquistamos para o nosso país. Fomos a primeira modalidade coletiva a conseguir um prémio para o nosso país, ou  seja, uma medalha de ouro neste caso em Jogos Olímpicos. E essa foi nossa. É um sentimento bastante satisfatório, de grande alegria, orgulho, por termos alcançado este troféu, está conquistado.

EC – Qual a sensação que sente antes de entrar nos jogos?

LC – Tranquilidade, estar focado no que temos de fazer, naquilo que está preparado para o jogo e depois estar tranquilo.

EC – Em que momento do jogo se sente mais nervoso?

LC – Os treinadores nunca se podem sentir nervosos, se nós nos sentimos negativos isso passa depois para os nossos atletas e depois faz com que eles não pensem e não executem tão bem. Não podemos deixar passar isso, temos de ser os primeiros a manter-nos tranquilos e serenos para tomarmos as melhores decisões no decorrer do jogo.

EC – Qual a sua relação com a equipa?

LC – É ótima, tem que ser excelente, se não fosse excelente não podia estar à frente ou a liderar seleções nacionais.

EC – O que sente ao ver tanta gente a apoiar o seu trabalho?

LC -  Orgulho naquilo que tenho feito, que tenho conquistado ao longo dos anos. E todos estes sucessos e feitos alcançados devem-se a muita dedicação ao longo destes anos e à paixão que tenho tido pela modalidade. Ter a ambição de querer sempre mais e melhor, tem-me também feito bem. Desde o começo do trabalho tem sido reconhecido por todos e sinto que esse apoio tem sido importante também para me manter ainda mais motivado para conseguir coisas melhores e fazer crescer o futsal.

EC – Acha que poderia fazer um melhor papel como treinador?

LC – Nós queremos sempre mais e melhor. Temos que perceber que todos os dias podemos evoluir e aprender com os melhores e quase nunca sabemos tudo, não há ninguém que saiba tudo.

EC – Acha que no futuro o futsal terá ainda um maior desenvolvimento?

LC – O futsal tem crescido bastante nos últimos anos e vai continuar crescendo diariamente, é a modalidade com mais crescimento. Tem tudo para crescer e ser uma modalidade de topo.

EC – Tenciona desistir de ser treinador?

LC – Para já não está nos meus pensamentos, no futuro nunca se sabe mas dificilmente me vejo sem o futsal.

Com esta entrevista ficamos a conhecer como é a vida do treinador da seleção portuguesa feminina de futsal. A alegria e orgulho são os sentimentos que este treinador sente ao longo do seu trabalho.

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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Documentário sobre Educação

Partilhamos com os nossos leitores um documentário interessante sobre educação: La educação prohibida.
Neste documentário aborda-se a questão do que é a educação: a educação existente e a forma como essa educação responde ou não às exigências da sociedade.

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