terça-feira, 16 de março de 2021
Fotografa-te a Ler: mais uma proposta
segunda-feira, 15 de março de 2021
Fundação Galp apoia Agrupamento de Escolas de Alcoutim
Dar mais energia à comunidade
A SIC foi ao encontro de uma ação solidária, fundamental para que todos os alunos tenham acesso à educação em plena pandemia. O problema é real e afeta a comunidade escolar um pouco por todo o país, tendo levado a Galp a distribuir 30 computadores pelas crianças da Escola Básica Professor Joaquim Moreira, em Alcoutim. Joana Garoupa, diretora Marketing/Comunicação da Galp, afirma que “temos um projeto já há muitos anos que se chama “Future Up” em que levamos aulas de energia às escolas tivemos mais do que cinco mil aulas dadas nos últimos dez anos e este ano, em particular, acabámos por adaptar o programa evidentemente para esta componente digital”.
Ler sempre. Ler em qualquer lugar (5)
Eis a leitura do poema «Nirvana» de Antero de Quental por um membro da comunidade escolar do nosso Agrupamento. De quem se trata?
Podes ouvir aqui a leitura: Poema Nirvana de Antero de Quental.
Nirvana
Viver assim: sem ciúmes, sem saudades,
Sem amor, sem anseios, sem carinhos,
Livre de angústias e felicidades,
Deixando pelo chão rosas e espinhos;
Poder viver em todas as idades;
Poder andar por todos os caminhos;
Indiferente ao bem e às falsidades,
Confundindo chacais e passarinhos;
Passear pela terra, e achar tristonho
Tudo que em torno se vê, nela espalhado;
A vida olhar como através de um sonho;
Chegar onde eu cheguei, subir à altura
Onde agora me encontro - é ter chegado
Aos extremos da Paz e da Ventura!
Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (4)
O aluno Henrique Pinheiro do 8.ºano escolheu o poema «Na Praia lá da Boa Nova» de António Nobre.
Podes ouvir o poema Na Praia lá da Boa Nova aqui.
Na Praia lá da Boa Nova
Na praia lá da Boa Nova, um dia,
Edifiquei (foi esse o grande mal)
Alto Castelo, o que é a fantasia,
Todo de lápis-lazúli e coral!
Naquelas redondezas não havia
Quem se gabasse dum domínio igual:
Oh Castelo tão alto! parecia
O território dum Senhor feudal!
Um dia (não sei quando, nem sei donde)
Um vento seco de deserto e spleen
Deitou por terra, ao pó que tudo esconde,
O meu condado, o meu condado, sim!
Porque eu já fui um poderoso Conde,
Naquela idade em que se é conde assim…
sexta-feira, 12 de março de 2021
Semana da Leitura 2021: sugestão de leitura
Ler sempre. Ler em qualquer em lugar: os alunos-leitores (3)
A aluna Margarida Palma do 5.º ano procedeu à leitura deste poema da escritora Luísa Ducla Soares, incluído na obra Poemas da Mentira e da Verdade:
Rei, capitão
soldado, ladrão
menina bonita
do meu coração.
Não quero ter coroa,
nem arma na mão,
nem fazer assaltos
com um facalhão.
Quero ser criança,
quero ser feliz,
não quero nas lutas
partir o nariz.
Quero ter amigos
jogar futebol,
descobrir o mundo
debaixo do sol.
Rei, capitão,
soldado, ladrão,
não.
Mas quero a menina
do meu coração.
Podes ouvir a leitura de Rei Capitão Soldado Ladrão de Luísa Ducla Soares clicando no link.
Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (2)
A aluna do 2.º Ciclo, Rita Martins, oferece-nos a leitura de um excerto de A cantora deitada da autoria do escritor Sandro William Junqueira.
Clica no título da obra e ouve o excerto da obra lido:
quinta-feira, 11 de março de 2021
Ler sempre. Ler em qualquer lugar: os alunos-leitores (1)
Ler sempre. Ler em qualquer lugar (4)
A leitura que hoje apresentamos é «A mancha preta», uma narrativa breve do escritor italiano Tonino Guerra (1920-2012).
Clica no título do texto a azul e ouve a gravação:
A mancha preta de Tonino Guerra
A mancha preta
Os mineiros de carvão tinham feito uma cabana que lhes servia de igreja. Pilhas de lenha formavam as paredes e cobria tudo um telheiro de ramadas.
O padre vinha dizer miss no dia da Assunção e quase sempre estavam agachados lá dentro porque fora já chovia e a água fazia tremer as folhas do bosque.
No mês de outubro de mil novecentos e cinquenta, uma noite um raio atingiu em cheio a igraja queimando tudo.
Agora a gente do vale vem cá acima rezar ao pé da mancha preta de cinzas e, quando levanta os olhos, vê ali à frente por um momento a cabana em pé, e o raio ainda não caiu.
Quem é o leitor?










