quarta-feira, 10 de março de 2021
Semana da Leitura 2021: uma sugestão de leitura (3)
Concurso Nacional de Leitura 2021 - Fase Escolar
A Biblioteca Escolar do Agrupamento em parceria com os departamentos curriculares de Línguas e do 1.º Ciclo já realizaram as provas a nível de escola do Concurso Nacional de Leitura.
No 1.º Ciclo, foram apuradas as alunas Leonor Dias, em representação da Escola Básica Integrada de Alcoutim, e Isa Cardeira, em representação da Escola Básica Prof. Joaquim Moreira. Os alunos do 3.º e 4.º anos leram a história «Os músicos de Bremen» dos Irmãos Grimm.
No 2.º Ciclo, as alunas Yara Dias (5.º A) e Mónica Rodrigues (6.º A) foram as apuradas. Os alunos do 2.º Ciclo leram a obra O pombo chamado Colombo da autoria de Margarida Fonseca Santos e Maria Teresa Maia González.
No 3.º Ciclo, os selecionados foram os alunos Catarina da Palma Gonçalves e Francisco Costa, ambos da turma do 9.º A. Os alunos do 3.º Ciclo leram a obra O Deus das Moscas de William Golding.
Iniciativa da Fundação Galp
A Fundação Galp apoia o ensino à distância com a doação de mil e trezentos computadores a nível nacional, tendo trinta dos computadores sido atribuídos ao Agrupamento de Escolas de Alcoutim. Desde que a pandemia teve início, a Galp entregou este milhar de computadores a mais de vinte agrupamentos de escolas de todo o país assim como a filhos de colaboradores da empresa.
Esta iniciativa da Fundação Galp culminou na sexta feira, dia 5 de março, com uma cerimónia de entrega de computadores a cinco alunos do Agrupamento de Escolas de Alcoutim que não tinham meios tecnológicos em casa e que assim estavam limitados durante o período de ensino à distância.
Este evento recebeu cobertura da comunicação social (clique no nome do jornal para aceder às publicações):Ler sempre. Ler em qualquer lugar (3)
Apresentamos hoje o terceiro contributo no âmbito da iniciativa «Ler sempre. Ler em qualquer lugar» para assinalar a Semana da Leitura 2021.
O nosso leitor escolheu o poema «Viagem» de Miguel Torga (1907-1995), publicado no 12. volume dos Diários deste escritor.
Desta vez, quem será o leitor? Clica aqui para ouvires o poema:
Viagem
É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...
terça-feira, 9 de março de 2021
Dia das eleições nacionais de Miúdos a Votos adiado para 27 de abril
Ler sempre. Ler em qualquer lugar (2)
Eis o segundo contributo no âmbito da iniciativa «Ler sempre. Ler em qualquer lugar» para assinalar a Semana da Leitura 2021.
Trata-se do poema «Lágrima de preta» de António Gedeão (1906-1997).
Desta vez, quem será a leitora?
Pintura «Negra com paisagem ao fundo» (1935) do pintor Genesco Murta (Minas Gerais, 1885 - 1967)
Óleo sobre tela, 58x48 cm
Clica aqui para ouvires o poema:
Lágrima de Preta de António Gedeão
Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
segunda-feira, 8 de março de 2021
Agustina Bessa-Luís: uma mulher extraordinária
Semana da Leitura 2021: uma sugestão de leitura
Para iniciar a Semana da Leitura 2021, todos os dias publicaremos sugestões de leitura de livros acabados de chegar às nossas Bibliotecas Escolares.
A primeira sugestão é o livro Vai correr tudo bem! de Eder e Susana Torres. Um livro que pode mudar a vida dos leitor@s.
Boas Leituras!!!
Ler sempre. Ler em qualquer lugar (1)
Sob o lema «Ler sempre. Ler em qualquer lugar», o Agrupamento de Escolas de Alcoutim inicia a Semana da Leitura 2021 com o poema «Motivo» da autoria da poetisa brasileira Cecília Meireles, lido por uma professora do nosso Agrupamento. Quem é a leitora? Deixa a tua resposta na caixa de comentários no final deste post.
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Dicas de Escrita por Margarida Fonseca Santos
Partilhamos as Dicas de Escrita, sugeridas pela escritora Margarida Fonseca Santos, publicadas no site https://www.2020educacao.pt/dicas-de-escrita-por-margarida-fonseca-santos, por considerarmos tratar-se de boas sugestões que todos os alunos devem conhecer.
«Como se calhar já sabem, sou uma apaixonada por palavras e acredito que não é mundo exclusivo dos escritores: escrever faz-nos muito bem, em qualquer momento da vida, porque nos aproxima dos nossos pensamentos, das nossas emoções e dos nossos sonhos. Também nos ajuda a ver com outros olhos e com outra forma de reagir os nossos problemas e expetativas.
Por acreditar no poder das palavras, cresceu a coleção A ESCOLHA É MINHA, com o lema: «Nem sempre podemos mudar o que acontece na nossa vida, mas podemos sempre escolher como vamos reagir ao que nos acontece.»
Por isso, bem-vindos ao mundo da escrita.
Dica 1 - Ler muito
A melhor forma de escrever bem é ler muita coisa diferente, experimentar livros de que gostamos e espreitar aqueles de que não gostamos: aprende-se imenso a ler! Sintam-se livres de pegar num livro e ler só um bocadinho, ou ler toda uma coleção, ou banda desenhada, mas leiam.
Dica 2 - Jogar com as palavras
O nosso cérebro costuma assustar-se quando nos pedem para escrever qualquer coisa. O terrível «tema livre» é a pior ratoeira que nos podem pôr à frente. O problema é que um cérebro assustado não pensa bem. Foi por isso que criei desafios de escrita, onde podemos brincar com as palavras. Se estão sem ideias, façam jogos de palavras. Imaginem como começaria um texto sem usar uma letra, por exemplo, o A? Sem A, o que podemos escolher para a história? Brinquem um pouco, as ideias começam logo a aparecer!
Dica 3 - Criar o conflito
O que é uma história? Uma história tem um conflito dentro, um motor, algo que nos obriga a contar (e a ler!). Imaginem que estão no recreio distraídos a olhar para uns colegas lá ao fundo. De repente, ouvem mesmo ao lado isto: «E sabes o que disse ele a seguir?» A vossa atenção fica logo bem coladinha às palavras que se seguem: o que foi que aconteceu? A sério?! É isto o conflito, sem ele, não há história. Isto é muito útil para pensarmos nas histórias que construímos. Dois amigos? Muito bem. Vão passear na floresta? Muito bem. Mas a história só começa quando «De repente, viram-se no meio de lobos (ou esquilos, ou pardais...). Porquê? O que vai acontecer agora? Aí temos a nossa história.
Dica 4 - Escrever sem freio
Quando tiverem uma ideia, podem deixar num papelinho algumas coisas que pensaram, para não as esquecer, mas o importante mesmo é escrever, sem parar, escrever tudo o que vem à cabeça. Depois, como vos explicarei no ponto seguinte, trataremos do texto. Mas percebam que se se preocupam com as ideias e a forma de as colocar no papel em simultâneo, é mais difícil. Por isso, vivam os rascunhos!
Dica 5 - Limpar o texto
Temos um texto, e agora? Agora, vamos melhorá-lo. A primeira ideia é esta: comecem por retirar os possessivos a mais (há sempre seus, sua, minha, a mais, vamos cortar os que não são precisos). O texto fica logo mais leve. E a seguir, procurem os «que» – será que precisam de tantos? Na verdade, não, e o texto ganha logo mais fluência, fica mais interessante. As frases começam todas da mesma forma? Vamos variar. Para mim, esta é a parte mais divertida da escrita.
Dica 6 - Evitar lugares-comuns
Agora, vamos ver à lupa o que fazer a seguir. Há frases muito banais, que toda a gente diz? Vamos dar-lhes uma volta – como podemos dizer o mesmo de forma mais original? Uma ideia boa é, por exemplo, trocar palavras por ideias contrárias ou mudar o sujeito da frase. Às vezes, encontramos boas soluções. Vejam aqui: «Então, foi para casa ter com o cão.» Hum... E se fosse: «A casa abriu-se para si e mostrou-lhe o cão feliz.»
Dica 7 - Encadear a história
E que dizer da ordem do que acontece nas vossas histórias? Podem escrever tudo pela chamada ordem cronológica, ou seja, apresentando os acontecimentos arrumados no tempo, tal como aconteceram. Mas isso não é uma lei! Que tal arrancar com o momento mais importante da história, o conflito? Prendemos logo a atenção do leitor, e depois podemos recuar no tempo, falar de coisas mais antigas, mas o leitor já está muito interessado!
Dica 8
Não se esqueçam que, para desafios divertidos para escrever, existe um blogue, que criei há 10 anos, e que tem perto de 300 desafios diferentes: www.77palavras.blogspot.com.
Boas escritas!
Margarida Fonseca Santos»









